sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

a sete horas e quarenta e quatro minutos de 2011


Olho para o relógio, para o meu calendário e tudo indica que mais um ano, dois mil e dez, está a chegar ao fim. Desta feita, começo a despedir-me antes de atravessar a ponte com destino a dois mil e onze. Relembro-me de inúmeros ápices (e não só) que dois mil e dez me proporcionou e posso dizer que foi um ano diferente, emotivo (demasiado) mas que foi um despertar em alguns sentidos e, isso foi o melhor que ele me podia ter dado.
So, elegi a Alicia Keys como minha interprete, usando a sua poderosa voz ao cantar este single.
Goodbye two thousand and ten, “I'm going make it by any means, I got a pocketful of dreams” :)

 (um dia, espero eu, irei passa-la em nova iorque :) )

Feliz ano novo :)*

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

programas de televisão


Quando me apercebi que o que eu estava a assistir não era um pesadelo, mas sim o Ídolos fiquei perplexa ao ver que já tinha sido cometida a maior injustiça (e tinha começado esta nova jornada do ídolos). Resumindo tudo isto: a Maria Stürken era sensacional, resta-me desejar-lhe muito boa sorte, pois continuo à espera de te ouvir cantar mais vezes.


Depois da saída da Maria, depositei toda a minha fé na Carolina. Melhor, nos portugueses, para que não cometessem mais uma injustiça e dessem uso aos maravilhosos sentidos que nós temos. Contudo, no domingo passado na semi-final essa injustiça aconteceu. Sim, são os três (Carolina, Martim e Sandra) espectaculares, mas a Carolina como um dos elementos do júri o disse: "é um monstro de talento.". Seriously? No meu entender, parece-me que se vão arrepender.

a cerca de trinta e quatro horas e oito minutos


Hoje não era suposto eu estar entusiasmadíssima para o dia de amanhã? Pois é, a verdade é que estou longe de sentir qualquer sinónimo de euforia e todos os seus irmãos.
Tenho alguns motivos para não me sentir empolgada, aliás alguns é diminutivo, basta olhar para a desarumação de papeladas; capas; canetas destampadas; uma montanha de livro, que se encontram no meu humilde quarto. Se fosse apenas uma desarrumação, but it's not. A verdade, é que a véspera do ano novo tem uma grande aliada: a véspera de frequências e exames.
Estou sem qualquer apetite de me ir sentar naquela cadeira para estudar disciplinas com nomes estranhos, em que cada uma é mais complexa que a outra.
Quero divertir-me, quero ter uma grande passagem de ano! Ou sei lá, quero não fazer nada e não ter que me preocupar com o quanto tenho que estudar nos próximos meses. Juro, que às vezes ponho em causa a palavra de algumas pessoas, aquelas que dizem "estudante é a melhor profissão", mas quando a ideia chega ao meu cérebro, apercebo-me que quando elas dizem isso com certeza que não se referem à montanha de livros que temos de colocar dentro do nosso corpo (ainda para mais eu sou pequenina.)
Desconfio que antes de fazer qualquer frequência (ou seja, antes do dia quatro de janeiro) o meu cérebro dará entrada nas urgências de um hospital. Seriously? I don't deserve this.

(e como se tudo isto não fosse motivo válido para eu estar com um humor ainda mais de cão, o meu blog não me deixa mudar-lhe a roupo. Oh God!)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

help me


Não, este não é o post que o meu blog e vocês, que me lêem, merecem. Mas estou com uma crise de falta de dados. Não consigo encontrar o autor desta música. Who sings?
(p.s: talvez encontre o meu herói ;p)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

uma casa nova


Hoje, decidi por em prática umas ideias que já pairavam na minha cabeça algum tempo. Desta feita, digo-vos que o Nas asas do meu mar, vai mudar de casa. E com isto, quero dizer que vou mudar o género, se é que algum dia este espaço teve um género definido, e alargar-me por todas as caixas que o nosso mundo tem. Contudo, não significa que o género dos últimos anos tenha terminado por aqui, nada disso.
Esperemos que esta mudança tenha sucesso, so wait for the next post : )

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010


" Hope is tomorrow's veneer over today's disappointment. "

chegou o(s) pai(s) dos dezanove

Foi este o resultado dos dezanove sopros. E, só mais uma para clarificar (ou talvez não):


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

dezanove sopros, para o dia onze *

 (11.11.2009. Foram assim, os dezoito)

1. Porta-chaves, com um mini cooper;
2. Gorro; (que bonito que ele é ;p)
3. O livro "O Principezinho"; (Raquel, muito obrigada :] )
4. Carteira/ mochila; (;p tu sabes)
5. Um álbum; (as primeiras fotografias parte de mim, não é)
6. Ferreros Rocher (não te vais esquecer, pois não Pai?)
7. Cd dos Maresia autografado; (belas melodias :D)
8. Castanhas assadas, enroladas em papel de jornal; (só faltou o jornal x] )
9. Uma (ou mais) cartas escritas (para mim);
10. Camisola com carapuço; (00h do dia, foram os primeiros :] )
11. Um desenho; (apesar de tudo, o meu coração encolheu ao vê-lo *)
12. Écharp (colorida); (esta juntou-se a nº 17, um arco-íris ao pescoço)
13. Porta-chaves de borboleta; (Sara, nem acredito que acertaste mesmo em cheio ;] )
14. Casaco;
15. Um abraço Dele; (abraçaste-me de forma igualmente aconchegante)
16. Uma música (para mim);
17. Um arco-íris; (junta com a doze ;p)
18. Caixinha de surpresas (memórias, com pedaços de tudo); (A todos vós, Rodrigo; Mariana; Gustavo; Sara; Alfredo; Lara; Claúdia; Marta; Raquel ... muito obrigada por encherem uma caixinha com um pedaço de vocês :'D )
19. Neve;

domingo, 17 de outubro de 2010

a maresia de um minuto

Vou contar uma pequena história. Pequenina como eu. E uma história como aquelas que nos contam no nosso tempo de infância, quando nós ainda mal soletramos o nosso nome.

A melodia do mar ecoava contra as paredes vazias, enquanto uma menina de cabelos compridos estava sentada, de pernas à chinês, num banco em que a sua tonalidade era cores salpicadas. Ela encontrava-se de olhos fechados e o seu rosto era uma incógnita.
Num minuto: o seu rosto transmitia tranquilidade, assemelhando-se a um colibri. Um colibri que sorri cada vez que o vento bate contra o seu rosto; quando voa entre as nuvens e não tem medo de ver os km's que o separa Dele; quando pousa no ombro e é o colibri mais feliz por sentir o toque Dele.
Noutro: o seu rosto enrodilha-se e algumas lágrimas deixam-no húmido. O seu corpo começa a encolher-se tanto que a sua roupa parece que ganhou tecido. Muito tecido. E esse tecido esconde-a, no entanto não por completo devido aos retalhos descosidos da sua roupa.

Em dois minutos diferente a nossa vida torna-se no nosso oceano. Um oceano sereno e um oceano turbulento, tanto que consegue romper a serenidade. Contudo e o mais importante (talvez) é que o oceano possui uma característica: o vaivém, arrastando e levando muitos minutos consigo.
Ainda assim, o que nos é essencial e o que nos consegue encher o coração não se torna estranho ao nosso ser, independentemente do vaivém dos minutos do nosso oceano.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Joshua e Carolina


" Então uma pequena menina no meio da multidão chamada Carolina perguntou: 
- Então e Eu. Eu, porque não posso desistir?
- Vê Carolina, tu que tens desenhado nas costas asas de uma borboleta achas que se hoje desistires Ele não encontrará maneira de usar as tuas asas para poder levar alguém no teu alforge?
São fracas demais as asas de uma borboleta para levar toda esta multidão a ver o mar… mas bonitas o suficiente para encantar com o teu voar toda esta multidão a ir até à praia ver o entrelaçar do mar na areia… não penses que o amanhã não se escreve por ti só, porque hoje pensas em partir… pois Ele não te deixou quando tu pensas-te em não voar, em partir para outros caminhos, pois o que fazias hoje te magoava os pés… chegou o fim do dia, sentou-se abaixo de ti e lavou-te os pés com água doce e flores do campo… não te perguntou se o caminho que tu escolhias era o que Ele queria seguir, ficou ao teu lado e foi. Não te perguntou se preferias ir pela costa e ver o mar, deixou-te escolher e sorriu sempre ao teu lado, chegou ao fim do dia e antes de se deitar lavou-te os pés, preparou a tua cama numa manta de retalhos e ainda acendeu a fogueira perto de ti. Esteve toda a noite acordado a ver se o fogo não se apagava e teve tempo de te abraçar para que não tivesses frio quando acordaste. Ao fim da manhã Ele ainda não tinha dormido e tu já tinhas os sapatos mesmo à beira da cama e roupa lavada para o caminho… acordas-te e Ele estava a sorrir para ti."

Obrigado Joshua *

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Não sei se existiu.

Um dia, eu tive a certeza, de que a pessoa que estava ao meu lado era a melhor do mundo. A melhor do mundo para a minha alma. E, nesse mesmo dia, eu conhecia-nos, como a lua conhece as estrelas.
Agora, quando o tempo se tornou vasto e em que as suas primeiras rugas romperam-se, a minha alma desconhece tudo o que me envolve. Desconhece-se a si própria.
(...)
E hoje, neste velho assento de madeira, eu não reconheço a sombra das minhas asas, nem os braços da pessoa que, um dia existiu e que eu qualifiquei como a melhor do mundo, as protegiam.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

o arrependimento aos olhos de outros

Já pensei em mais de mil hipóteses. Ao acréscimo de mais uma, somo juntamente a desilusão e o desequilíbrio.
E não seria eu, caso não me doesse tanto.
Não devia...

segunda-feira, 14 de junho de 2010


A beleza de cores encantadas,
caíram na tela, 
desenhando traços de um só sorriso
de dois corpos de aguarelas felizes.

domingo, 13 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

A menina que tem um coração e que apenas nele, cabe só mais um


A balança está desequilibrada, não relativamente, mas por completo.
Nos últimos tempos, procuro sobreviver na medida em que as raízes vão floreando, a verdade é que são poucas as vezes que isso acontece e, eu preciso que isso aconteça um pouquinho mais para amanhã me conseguir levantar. Não levantar o ego, porque esse já foi cobrido com um monte de areia, areia velha. Mas levantar o corpo, que está envelhecido, que, quem sabe, precisa de uma bengala.
Preciso de ensinar ao meu coração que há mais horizontes belos, porque o paraíso que habita nele, talvez não exista já há muito tempo. Talvez se tenha tornado numa magia que só é reconhecida pelos olhos acastanhados dele.
O meu ser aprenderá a tornar-se num colibri forte, como são os heróis das histórias que se contam às crianças princesas.
Num mundo que já foi nosso - e ainda é - o meu coração, continua a palpitar por ti como no primeiro dia em que ele se deixou admirar pelos teus traços. Deixa-me continuar a sobreviver ao teu lado, sem arranhares o meu coração. No dia em que deixares de ver o pulsar dele ao olhares para a minha camisola, não te aproximes, pois não quero que voltes a cativa-lo, para depois te ires embora e deixa-lo no vazio do passado. Um passado que inicia sempre mais cedo para ti.

terça-feira, 25 de maio de 2010

melodia do miocárdio #20




O meu desejo de um dia ser a melodia de um piano, nos últimos dias, tem batido intensamente.

sábado, 22 de maio de 2010

"Pinceladas de barro cor da pele
Cobrem minhas cicatrizes como carinho.
Todas as manhas antes de me iludir com a vida,
Lavo no escuro adocicado minhas pequenas pupilas,
Escorrego sabão nos filhos da pequena boneca.
Cubro a alma com uma pitada de lápis de sobrancelhas finas,
Faço-as ficar bem grossas, com perfil de misteriosa.
Minhas mãos já sabem de cor a forma de cada olheira,
Profundas de tanta chuva que tomou,
Como se cobrisse minha alma todas as manhas,
É como se a mim, só eu conhecesse.
Quando estou definitivamente numa pintura de baquear
Olho-me no espelho, o que vejo:
Um touro, uma donzela, um insecto, uma traça, um sonho.
Não sei bem se vejo ou delírio,
Mas crio coragem e abro a porta,
Quase sempre venta e lacrimeja.
Coloco a bagagem nas costas,
De costas me olho mais uma vez ao espelho
Sim, agora estou pronta.
Mensageiro do destino me perdoe,
Tenho presa, saiam da frente
Que o meu cansaço derrete o meu barro e,
A escultura cai.
Tenho presa, minha vida é passageira
E meu escudo de pele, moldado por cicatrizes.
Quando chego em casa sento-me, tiro os sapatos,
Calço minha essência e choro.
Quando a obra facial se desfaz,
Coloco as mãos sobre o rosto e sorrio,
Acendo uma vela, abro a torneira e lavo a minha alma
Agora, nua."

terça-feira, 11 de maio de 2010


Apercebi-me que o meu rosto está a tornar-se envelhecido, na medida em que o tempo do coração voa.
Até quando?

domingo, 11 de abril de 2010



"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar."

domingo, 4 de abril de 2010

Desculpa, por todas as coisas que não te consigo explicar, mas sei que te magoam.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O conto que conta segredos de afecto


Hoje quero escrever uma história de amor. Uma história de amor que se desenrola na praia. Não como aquelas ondas que transbordam pedras. Não. Um conto que desenrola segredos de afecto. 
Este será o nosso segredo: o conto que embrulha os segredos de afecto, em papel transparente avermelhado, é o nosso conto.
Pensei em dizer-vos os nossos nomes, mas repensei, porque o mar mostrou-me que o nome pelo qual chamamos as pessoas não interessa. Todos nós - creio eu - por mais breves minutos que tenham sido, já admiramos o mar, porém nunca pensamos:  Ele não tem nome. Ele tem a palavra que o descreve.
A história começa e termina assim:
- O teu nome - para o meu coração - é: o meu sorriso, a minha vida.

(p.s: A imagem que retrata o nosso conto é demasiado grande e não caberia em nenhuma parede. Nem mesmo aqui.)

quinta-feira, 4 de março de 2010

O Amor no olhar


 Escreve versos de amor nos meus braços.
Admira o movimento dos meus lábios nas palavras sussurradas.
Desenha o traço dos meus olhos, com cores brilhantes.
Sorri por me admirares.

Abraça-me ao som da chuva, enquanto o nosso "um só" voa até às estrelas.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

sensações abstractas


Não é melancolia, nem frieza. É um aperto estranho que me invade, o desconhecido que torna o meu estado de espírito em algo que não sei descrever, a não ser que é uma sensação estranha...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Olhos em forma de coração.

 

- Ela parece distante...talvez porque esteja a pensar em alguém.
- Em quem?
- Num rapaz com quem ela se cruzou no dia em que os seus olhos se tornaram em tons avermelhados e alaranjados.
- É parecido com ela?
- Cativam-se mutuamente.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

Poderia escrever imenso, porque há tanta coisa que eu gostaria de tirar do meu peito. No entanto o meu coração está rasgado, e as palavras estão perdidas em pedaços de papéis calcados. A minha sabedoria em juntar as peça ficou no tempo de infância e eu não consigo erguer com o meu corpo rasgado.
Esta noite, vou fixar o meu olhar num ponto para que ninguém me veja acordada, durante a madrugada, a chorar...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Não sou nada para ti. Nada. Nada.
Nada. Nada. Nada. Nada. Nada.
Nada. Nada. Nada. Nada. Nada.
Nada. Nada. Nada. Nada. Nada.

um dia cinzento, que será a cor dos outros dias


Blog, já te contei que hoje quando a luz do dia entrou por aqueles buraquinhos da pressiana, o meu coração transbordava nostalgia?
E que coloquei as malas à porta?